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Concorrendo ao quarto mandato consecutivo, Cleiton Pinheiro prevê um 2018 de “dificuldade” e “luta”

Votação para escolha da Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da entidade era para ocorrer nesta quinta-feira, 7, mas foi anulada pela Justiça do Trabalho

WENDY ALMEIDA, DA REDAÇÃO 06 de Dec de 2017 - 17h28, atualizado às 08h38
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Foto: Ascom/Sisepe
Cleiton Pinheiro: "Nós vamos ter uma gestão com trabalho muito ferrenho em cima do governo para poder manter direitos que foram conquistados pelos servidores”
Há dez anos à frente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado Tocantins (Sisepe), Cleiton Pinheiro vai concorrer, com a chapa única “Unidos em Defesa do Servidor”, a mais uma eleição da entidade. O CT conversou com o sindicalista sobre sua expectativa para 2018 e a previsão dele não é otimista. “Estamos vislumbrando um ano com muita dificuldade e muita luta”, declarou.

Com progressões e data-base em atraso e a promessa de aumento na contribuição previdenciária do funcionalismo, a expectativa é de um ano “difícil”, ressalta Pinheiro. O agravante, segundo ele, é que o Executivo estadual não incluiu no orçamento do ano que vem verba “significativa para cobrir todas as despesas que o Estado tem com os servidores e para o próprio funcionamento da máquina administrativa”.

Questionado sobre novas paralisações e movimentos grevistas, o sindicalista disse que não descarta a possibilidade. “A categoria é quem mede a demanda. Se ela decidir, o sindicato cumpre. A gente está pronto para agir em defesa da categoria”, frisou.

Sucessão de Marcelo
Em relação ao período eleitoral, Cleiton Pinheiro afirmou que pretende fazer, como no pleito anterior, as sabatinas com os candidatos que pretendem suceder o governador Marcelo Miranda (PMDB).

“Nessa sabatina a gente vai buscar o compromisso dos candidatos ao governo para com a categoria do servidor público. Então, nós vamos chamar todos os candidatos, apresentaremos nossas demandas e vamos ver quem realmente assume o compromisso sobre aquelas pautas”, detalhou o líder sindical.

Gestão trabalhosa
Em junho de 2007, Cleiton assumiu pela primeira vez a presidência do Sisepe. Nesta nova eleição para o quadriênio 2018/2022, ele concorre ao quarto mandado consecutivo. Apesar desses dez anos à frente da entidade, para o sindicalista cada gestão é diferente.

“Cada mandato é uma situação e uma realidade. Até porque os governantes vão mudando também. Aí a atuação do sindicato vai se adequando a realidade momentânea”, analisou.

Com o atual quadro político e os projetos que estão em andamento no Congresso Nacional, o presidente o Sisepe já prevê muito trabalho, na gestão que vai iniciar ano que vem.

“Hoje nós estamos vivenciando uma avalanche vinda do governo federal, com a retirada de direitos do funcionalismo público. Então, nós vamos ter uma gestão com trabalho muito ferrenho em cima do governo para poder manter esses direitos que foram conquistados pelos servidores”, disse.

Entre as lutas previstas estão, a derrubada da Reforma da Previdência. Bem como, do acordo de negociação da dívida dos Estados com o governo federal, que veda a concessão de reajuste salarial para o servidor público e a realização de concurso, por um determinado período.

Relação sindical
Atualmente, o Sisepe conta com quase 11 mil filiados de todas as categorias do funcionalismo público do Tocantins. Durante a entrevista, o líder sindical também falou sobre o bom relacionamento que tem com as demais entidades de classe e sobre a permanência dos servidores no Sisepe, mesmo com a criação de novos sindicatos.

“O Sisepe tem uma boa relação com todos os demais sindicatos. O sindicato que é criado nós respeitamos. Como o Sisepe é o representante geral e que possui uma estrutura jurídica muito grande, não houve nenhum esvaziamento das categorias que criaram os sindicatos próprios. O que eu estou observando é que os servidores permanecem nos dois” relatou.

Eleição de classe
Segundo Cleiton Pinheiro, não é necessário quórum mínimo para que a chapa única, encabeçada por ele, seja eleita. “A quantidade que votar já torna a eleição válida. Até porque ela não é obrigatória e não é punitiva”, explicou.

“A expectativa é grande. Normalmente, 15% da categoria costuma comparecer para votar. Mas eu acho que em razão do trabalho que a gente tem feito e da visita aos órgãos para conversar com os servidores, cerca de 30% deve comparecer às urnas”, finalizou otimista.

A votação para escolha da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal do Sisepe iria ocorrer nesta quinta-feira, 7, por meio manual em cédulas de papel. Contudo, uma decisão da Justiça do Trabalho anulou o pleito, que deverá ocorrer em nova data.

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