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SSP diz que médico suspeito de matar professora era esperado para depor mas não compareceu; ele continua foragido

Em e-mail ao CT, mãe de Danielle Christina Grohs pede a prisão do ex-marido da educadora Álvaro Ferreira da Silva: “Assassino cruel e psicopata”, afirma

LUÍS GOMES, DA REDAÇÃO 04 de Jan de 2018 - 09h28, atualizado às 10h04
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Foto: Reprodução/Facebook
Simara Lustosa acusa ex-marido de assassinar única filha mulher [foto]: "Cruel e psicopata”

Em relato enviado por e-mail ao CT, Simara Lustosa, mãe de Danielle Christina Grohs - professora assassinada em dezembro -, ainda clama por Justiça pela morte da filha. Ela pede a prisão do ex-marido da educadora, o médico Álvaro Ferreira da Silva, acusado de ter praticado o crime. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o principal suspeito era esperado na semana passada, mas não compareceu para prestar esclarecimentos; e é considerado foragido.

Simara Lustosa chama Álvaro Ferreira de “assassino cruel e psicopata” e relata que o médico sempre foi violento com a filha. “Violência psicológica era diariamente, a tratava com gritos sempre”, afirma. As declarações dele à imprensa alegando inocência também foi contestada. “Antes de ser assassinada, ela me ligou para contar que ele a tinha agredido no sábado com chutes e tentou estrangulá-la, deixando marcas em seu pescoço”, afirma.

O episódio chegou a gerar medida protetiva e o médico foi preso, mas foi solto um dia antes do crime. “O juiz soltou esse marginal”, lembra. Simara Lustosa conta ainda que teve sua última conversa com Danielle Christina por WhatsApp, segundo ela, possivelmente minutos antes do crime no dia 18 de dezembro. Após trocarem algumas mensagens de carinho, a professora teria parado de responder e depois de visualizar. “Acredito que neste momento ele a estava matando. Ela estava pressentindo que iria morrer. Minutos antes ela enviou mensagens dizendo que amava meu filho, irmão dela, e outros dois irmãos por parte de pai. Os horários são próximos”, garante em relação ao momento em que a professora foi assassinada.

Simara Lustosa conta que sempre tentou convencer Danielle Christina a mudar-se para o Sul do País, onde mora, por conta da relação conturbada da professora com o médico. “Sempre insistimos para ela pedir exoneração do trabalho e vir morar perto da família, porque tínhamos medo de o Álvaro fazer algo pior contra a vida dela. Ela respondia: ‘Ele não é tão louco assim’”, relata.

A mãe de Danielle Christina afirma ainda que filha não foi cremada, conforme alungs veículos chegaram a noticiar. “Ele deve ter ficado feliz quando ouviu essas notícias, pois apagaria as provas do crime contra ele”, diz. Simara Lustosa lembra que o corpo da professora estava bastante machucado e voltou a atacar o médico. “Esse monstro solto é um perigo para a sociedade”.

O CT tentou contato com a advogada de Álvaro Dias, mas não obteve sucesso.

Entenda
A professora da rede municipal de ensino de Palmas foi encontrada morta no dia 18 de dezembro, em sua residência, na Quadra 1.104 Sul, na Capital, com indícios de estrangulamento. A suspeita da polícia é que a docente tenha sido vítima de homicídio pelo próprio ex-marido, já que ele a teria ameaçado e respondia a processos por violência doméstica. 

O advogado da família, Edson Ferreira Alecrim, disse em entrevista ao CT no dia 23 que vizinhos afirmaram ter visto o suspeito saindo da casa da professora às 7 horas, no dia em que o corpo dela foi encontrado. "Então, tudo tem uma ligação de que quem cometeu o crime realmente foi ele", ponderou.

Já a defesa do médico Álvaro Silva garantiu também ao CT que tudo que se diz sobre seu cliente “é mentira”. “Ele [Álvaro] está sendo acusado de um crime que tem como provar que não cometeu, porque não estava em Palmas”, garantiu a advogada do suspeito, que preferiu não ser identificada.

Segundo a defesa, o médico saiu da prisão para uma chácara de amigos fora de Palmas. "O que o pessoal que estava com ele tem a dizer já descarta qualquer possibilidade que ele tenha sido o autor desse crime, porque da chácara, no outro dia, ele foi direto para o aeroporto de Uber e embarcou às 7 horas”, afirmou a advogada.

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