Fratura de Coluna Vertebral – Saiba mais sobre a lesão do Neymar

GABRIELA ALVES GUALBERTO, DA REDAÇÃO 08 de Jul de 2014 - 09h00, atualizado às 09h57
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A pedidos de internautas e amigos, seguem algumas considerações acerca da lesão sofrida por jogador Neymar Júnior durante o jogo Brasil x Colômbia, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Fifa 2014, no Brasil.

Fratura de processo transverso da vértebra L3 – Causas e consequências diretas e indiretas


A lesão em fratura do processo transverso de vértebras lombares não é tão rara, mas muitas vezes é negligenciada. A lesão sofrida pelo jogador Neymar é comum quando se sofre um trauma violento na coluna lombar. Na verdade, das fraturas possíveis na vértebra, ela é a menos grave, não afeta nervo nem nada, e costuma se resolver sem sequelas após 4 a 8 semanas, contanto que seja tratada adequadamente.

O problema é quando o paciente não teve um trauma ou causa diretamente associada e procura um profissional apenas com sintomas de contratura e dor, ou quando procura um fisioterapeuta que negligencia a possibilidade dessa fratura e realiza manobras bruscas na coluna lombar desse paciente, portanto, há a necessidade de conhecimento clinico e associação com exames de imagem do paciente.

“Em casos de histórico de trauma na coluna associada a dor persistente, existe a possibilidade de fratura. E mais um detalhe: a fratura do processo transverso de vértebra lombar é indicativo de que podem haver outras lesões associadas.”

Como ocorre a fratura do processo transverso da coluna vertebral
Geralmente a fratura ocorre pela contração muscular, não necessariamente pelo impacto direto. Diferente do que se possa pensar, provavelmente não foi o impacto do joelho do jogador colombiano sobre a coluna do Neymar que ocasionou a fratura do processo transverso esquerdo de L3 (terceira vértebral lombar), mas sim a força de tração exercida pelos músculos que ficam entre as vértebras, durante o impacto.

E as pesquisas comprovam que ele é capaz de exercer força suficiente para provocar a fratura do processo transverso de vértebras lombares, como aconteceu no caso de Neymar.

A lesão poderia ser pior
Devido ao Neymar ter musculatura de atleta, no momento do impacto do joelho do colombiano sobre a coluna, a reação dele foi uma contração muito rápida dos músculos locais, particularmente o esquerdo, o que ocasionou a fratura já citada. Mas essa contração também serviu para proteger os órgãos do abdome, particularmente o rim esquerdo, os ureteres e o baço.

Esse tipo de lesão secundária acontece em 55,7% dos casos em que ocorre fratura isolada do processo transverso de vértebra lombar, como foi o caso do jogador. Uma lesão visceral agravaria o quadro e poderia prolongar a sua recuperação. A explicação para ele não ter machucado as vísceras é que, por ser atleta de alto nível, sua musculatura tem uma resposta mais rápida e mais forte do que a população geral, o que o protegeu de uma lesão mais grave.

Tratamento e Recuperação
1. Lesões isoladas de processo transverso de vértebra lombar - tempo médio para voltar a andar é de 16 dias;

2. Após 2 meses – Retorno das atividades sem dor e sem sequelas

Cuidados Necessários
• Durante o período em que o osso não está consolidado, não se deve movimentar a região, sob o risco de interferir e retardar o processo de cicatrização óssea;

• Orienta-se o uso de cinta ou colete abdominal, de modo que a musculatura não seja solicitada para manter a estabilidade lombopélvica;

• Esses pacientes não devem permanecer muito tempo em repouso no leito, mas devem andar assim que não sentirem dor (ou dor mínima) ao movimento;

• A lesão muscular deve ser tratada precocemente, pois ela pode gerar muitas aderências, principalmente se a imobilização for prolongada

Tratamento Fisioterapeutico
A manipulação com ”thrust” articular é contraindicada enquanto não houver consolidação óssea comprovada. A mobilização dos tecidos moles associada aos recursos eletrotermoterapeuticos ou laserterapia, podem acelerar a recuperação e o retorno às atividades, desde que respeitados a imobilização necessária, ou seja que deve acontecer de maneira natural, sem forçar. O tempo médio de retorno ao esporte para atletas de futebol que sofrem esse tipo de lesão isolada é de 3,5 semanas.

“Nos dedicamos em receber nossos pacientes, acompanhá-los, escutá-los e tratá-los com profissionalismo e carinho. Priorizamos vários detalhes desde o espaço físico, a higiene, os equipamentos ate os atendimentos, sob a ótica de quem se dedica em aliviar a dor e gerar qualidade de vida, para cultivar sorrisos de satisfação. São cuidados que se sente...”

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Dra. Danictieli Junqueira Caleman
CREFITO 12
133490-F
- Doutoranda em Ciências da Saúde e Estresse Oxidativo
- Mestre Profissional em UTI - Terapia Intensiva
- Especialista em Saúde e Segurança do Trabalhador
- Especialista em Gerontologia
- Atuação Clinica em Fisioterapia Hospitalar, Terapia Manual e Coluna
- Consultoria, Palestras, Cursos e Treinamentos
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