
Muita gente nem percebe, mas o extintor de incêndio vencido é um dos maiores riscos escondidos em empresas, condomínios e até em residências. Às vezes, ele está ali na parede, bem visível, e mesmo assim fora da validade, inutilizado em uma emergência. Esse pequeno detalhe pode causar grandes prejuízos, tanto na segurança quanto no bolso, pois existem penalidades severas para quem ignora a manutenção.
Neste artigo, você vai entender o que significa um extintor vencido, quais os perigos de deixá-lo sem revisão, o que a lei exige e como resolver a situação de forma segura e definitiva.
O que é um extintor vencido
O extintor tem validade porque contém um agente químico que, com o tempo, perde sua eficiência. Além disso, o cilindro precisa ser testado e verificado periodicamente para garantir que suportará a pressão em caso de uso.
Um extintor é considerado vencido quando:
- A data de recarga indicada no selo já expirou.
- O teste hidrostático (que avalia a resistência do cilindro) não foi feito dentro do prazo.
- O lacre foi rompido e o equipamento não passou por nova inspeção.
- Há sinais de ferrugem, vazamento, manômetro fora da zona verde ou etiquetas ilegíveis.
Manter um extintor nessas condições é como ter um guarda-chuva furado no meio da tempestade: ele está lá, mas não serve para nada.
Riscos de manter extintores vencidos
O principal risco é o fracasso total do equipamento na hora em que ele é realmente necessário. Isso pode custar caro em todos os sentidos.
1. Falha no combate ao incêndio
O agente químico pode ter perdido a eficácia, e a pressão interna pode não ser suficiente. Na hora do incêndio, o jato pode sair fraco, interrompido ou nem funcionar.
2. Expansão do fogo
Um incêndio que poderia ser controlado em segundos acaba se espalhando rapidamente, atingindo áreas maiores e exigindo a intervenção dos bombeiros.
3. Risco à vida e à integridade física
Funcionários, moradores e visitantes ficam expostos a riscos desnecessários. Uma falha do extintor pode resultar em ferimentos ou até em fatalidades.
4. Responsabilidade legal e criminal
Se for comprovado que o local estava com extintores vencidos, o responsável pode responder por negligência e ser penalizado conforme as normas de segurança.
5. Perda da cobertura do seguro
Muitas seguradoras se negam a indenizar sinistros quando constatam que os extintores estavam vencidos ou sem manutenção adequada.
Esses riscos mostram que o problema vai muito além de uma simples data de validade.
Penalidades para quem mantém extintores vencidos
As penalidades variam conforme o tipo de imóvel e o órgão fiscalizador, mas todas têm algo em comum: elas doem no bolso e colocam o funcionamento do local em risco.
Multas e interdições
Empresas e condomínios podem receber multas elevadas e até sofrer interdição temporária até regularizarem os equipamentos. Em casos de reincidência, as punições podem ser ainda mais severas.
Negação de alvará e AVCB
O Corpo de Bombeiros pode se recusar a emitir ou renovar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) quando há extintores vencidos ou em mau estado. Sem esse documento, o local fica irregular perante a lei.
Responsabilidade do gestor
Síndicos, donos de empresas e administradores respondem civil e penalmente em caso de acidentes que envolvam equipamentos fora da validade. A omissão é considerada uma falha grave.
Perda de credibilidade
Para empresas, o problema também afeta a imagem diante de clientes, parceiros e órgãos fiscalizadores. Uma simples vistoria pode revelar descuidos com a segurança.
Como resolver o problema de extintores vencidos
A boa notícia é que resolver a situação é simples quando se age com rapidez. Veja o passo a passo para colocar tudo em ordem:
- Faça uma vistoria completa nos extintores do local, verificando a data da última recarga, o selo de validade e o manômetro.
- Anote os números de série e registre as informações em uma planilha para acompanhar os prazos de cada unidade.
- Contrate uma empresa especializada e certificada para realizar a recarga, teste hidrostático ou substituição dos equipamentos. A empresa deve ser certificada pelo Inmetro, como é o caso da Hiper Fire Extintores.
- Verifique o tipo correto de extintor para cada ambiente (água, pó químico, CO2, espuma, etc.), conforme as normas de segurança.
- Atualize a sinalização e os suportes — o extintor deve estar visível, com acesso livre e altura adequada.
- Solicite laudo ou certificado após a manutenção e guarde a documentação para futuras vistorias.
- Agende inspeções periódicas, evitando que a validade expire novamente.
Com esse processo, além de eliminar riscos e multas, você garante que, em caso de emergência, o equipamento vai realmente funcionar.
Dicas para manter tudo em dia
Manter os extintores dentro da validade é uma tarefa simples quando se tem organização. Veja algumas boas práticas:
- Monte um calendário de manutenção anual com as datas de cada extintor.
- Faça inspeções visuais mensais, verificando lacre, mangueira, manômetro e limpeza.
- Treine os funcionários ou porteiros para identificar problemas e avisar com antecedência.
- Guarde todos os comprovantes de manutenção e notas fiscais, pois eles servem como prova em fiscalizações.
- Escolha empresas idôneas, que usem selos de garantia válidos e equipamentos certificados.
- Evite deixar extintores expostos ao sol ou à umidade, pois isso reduz a durabilidade.
Esses cuidados simples evitam dor de cabeça e mostram responsabilidade com a segurança do ambiente.
Diferença entre vencimento e recarga
Muita gente confunde “validade” com “recarga”, mas são coisas diferentes.
A recarga é o processo de repor o agente extintor e revisar o equipamento, geralmente feita uma vez por ano. Já o vencimento refere-se à data limite em que o extintor pode ser usado com segurança. Após essa data, ele precisa obrigatoriamente passar por nova verificação.
Em alguns casos, o cilindro precisa passar pelo teste hidrostático, que é feito a cada cinco anos. Esse teste garante que o corpo do extintor não está enfraquecido e pode suportar a pressão.
Por que agir rápido é essencial
Deixar o extintor vencer pode parecer algo pequeno, mas o prejuízo em caso de incêndio é enorme. Além da perda material, há risco de vidas e responsabilidade jurídica.
Resolver o problema o quanto antes evita transtornos, garante o funcionamento do local e transmite uma imagem de comprometimento com a segurança.
Um simples lembrete no calendário ou uma planilha de controle já são suficientes para manter tudo em ordem. Não espere uma vistoria ou um acidente para agir.
Conclusão
Manter extintores de incêndio em dia é mais do que uma exigência legal: é um ato de responsabilidade e proteção. Um equipamento vencido pode falhar no momento em que mais se precisa dele, colocar vidas em risco e gerar prejuízos altíssimos.
A solução é simples: inspecionar, recarregar, documentar e acompanhar. Com esses cuidados, você garante segurança para todos e evita multas ou interdições. Extintores vencidos não são apenas uma irregularidade — são um alerta de que algo tão básico quanto a prevenção pode estar sendo negligenciado.
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