Para que serve Lannate? Guia Essencial sobre Uso e Aplicação

Você usa Lannate pra controlar pragas nas lavouras e hortas. Ele age rápido, tanto por contato quanto ingestão, paralisando o sistema nervoso dos insetos e diminuindo perdas de produção.

Esse inseticida à base de metomil protege culturas como soja, milho, algodão, tomate e hortaliças contra lagartas, percevejos, pulgões, moscas-brancas e tripes.

Para que serve Lannate? Guia Essencial sobre Uso e Aplicação
Para que serve Lannate? Guia Essencial sobre Uso e Aplicação

Quer entender como ele funciona, quando aplicar e como usar com segurança? Aqui você descobre como o produto age, quais cuidados tomar e em quais culturas ele faz mais diferença.

Para que serve o Lannate e como ele age

Lannate é um inseticida à base de metomil, conhecido pela ação rápida e controle amplo. Ele serve pra combater insetos mastigadores e sugadores em milho, soja, algodão e hortaliças.

Composição e princípio ativo

O princípio ativo é o metomil, um carbamato. A formulação mais comum é o Lannate® BR, que aparece tanto em grânulos solúveis quanto líquido concentrado.

Metomil pertence ao grupo dos carbamatos, que inibem a enzima acetilcolinesterase no sistema nervoso dos insetos. Isso gera excesso de acetilcolina, levando à paralisia e morte dos bichos.

É importante conferir a concentração do rótulo (tipo 250 g/L, dependendo da versão) e seguir a dose certinha. O produto é registrado pra várias culturas e diferentes etapas do ciclo, do pré-plantio até o final.

Modo de ação no controle de pragas

O metomil inibe a acetilcolinesterase, interrompendo a transmissão nervosa dos insetos. O efeito é rápido: tremores, descoordenação, paralisação.

Lannate age por contato e ingestão. Insetos que tocam ou comem a folha tratada recebem dose letal.

A ação rápida é útil quando o ataque já tá feio. Em algumas formulações, o produto é um pouco sistêmico, protegendo partes tratadas da planta.

Vale alternar modos de ação e seguir manejo integrado pra evitar resistência—nada de usar sempre igual.

Pragas controladas: principais alvos

Lannate controla uma lista grande de pragas. Entre os mastigadores, pega lagartas como Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho), lagarta-rosca e espécies difíceis como Agrotis ipsilon.

Nos sugadores, é eficaz contra pulgões, percevejos e tripes. Também ajuda contra alguns besouros e moscas.

Aplique quando a população da praga bater no nível econômico. A eficácia depende muito da espécie, do estágio do inseto e da cobertura. Monitoramento de campo é essencial pra acertar o timing.

Benefícios e amplo espectro de controle

O maior trunfo do Lannate é a ação rápida, que evita prejuízo quando o ataque já tá rolando. O espectro amplo permite uso em várias culturas e contra muitos tipos de praga.

Lannate® BR é conhecido por controlar pragas difíceis, como curuquerê e lagartas do cartucho, e pode ser usado do pré-plantio ao fim do ciclo.

Mas atenção: sempre pese os benefícios contra riscos toxicológicos e ambientais. Use EPI, respeite doses e intervalos de segurança. Ninguém quer se arriscar à toa, né?

Como aplicar o Lannate: recomendações, segurança e culturas

Use na cultura certa, dose conforme bula, equipamento limpo e EPI. Respeite o intervalo de segurança e fique de olho no clima pra evitar deriva e fitotoxicidade.

Culturas indicadas e época de aplicação

Lannate é indicado pra milho, soja, algodão, tomate e outros. Aplique quando a praga atingir o limiar econômico ou no estádio recomendado.

Em pré-plantio, siga orientações da bula se for tratar semente ou solo. Sempre monitore infestação e o estado do cultivo antes de aplicar.

Em hortaliças sensíveis, tipo tomate, faça teste em pequena área pra evitar surpresa ruim. Rotacione produtos no programa de pulverização pra segurar resistência.

Preparo da calda inseticida e equipamentos

Agite o frasco antes de abrir. Dissolva o Lannate em água na dose certa.

Use surfactante ou espalhante só se o rótulo pedir, e não invente na dose. Se for o caso, faça pré-mistura num recipiente limpo.

Pulverizadores tratorizados ou aeronaves agrícolas, sempre conforme o modo autorizado. Mantenha agitação no tanque e faça tríplice lavagem das embalagens depois. Ninguém quer resíduo sobrando.

Boas práticas de pulverização

Escolha bicos recomendados, de preferência de baixa deriva, e ajuste a altura da barra. Pra aplicação terrestre, mantenha a barra na altura ideal, sem bater nas plantas.

Na pulverização aérea, siga altura de voo entre 2 e 4 metros, só quando permitido. O clima faz diferença: temperatura abaixo de 30ºC e umidade acima de 55% ajudam a evitar deriva.

Evite vento forte e inversão térmica. Sempre registre o programa de pulverização e alterne ingredientes ativos como parte do manejo integrado. Não existe receita mágica, mas seguir o básico já ajuda bastante.

Cuidados, EPI e limitações de uso

Use equipamentos de proteção individual: macacão de mangas compridas, luvas químicas, botas e máscara certificada. Não dá pra exagerar nesse ponto—sua segurança vem primeiro.

Respeite o intervalo de reentrada e o intervalo de segurança antes da colheita, conforme indicado na bula. Não exceda a dose recomendada.

Evite pulverizar em floradas sensíveis. Além disso, pós-tratos que aumentem fitotoxicidade devem ser evitados.

Limitações incluem risco ambiental. Tem também a questão da resistência, principalmente se for usado repetidamente.

Adote rotação de produtos e medidas de manejo integrado de pragas. Em caso de aplicação aérea, a responsabilidade recai sobre o aplicador.

É fundamental seguir as instruções específicas do rótulo. Não custa lembrar: cada detalhe faz diferença.